Melhores jogos de 1994


(TODO CONTEÚDO DESSE TEXTO PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)
Trago para vocês um novo quadro no canal e blog dimensão interativa, que é os maiores destaques dos videogames em cada ano. Vou falar sobre os jogos e a reação da imprensa brasileira da época quanto a esses clássicos. Resolvi começar pelo ano de 1994, um dos anos mais marcantes da geração 16 bits, quando a Sega e a Nintendo estavam em um dos seus maiores embates, mas os arcades ainda eram fortes, entregando os melhores gráficos da época.


94 já começa pegando fogo em fevereiro, com o lançamento de Sonic 3, o terceiro jogo do ouriço mais rápido dos videogames. Várias revistas da época destacavam a qualidade do jogo e suas novidades como os poderes diferentes do ouriço, porém nas minhas pesquisas não encontrei citação de uma das novidades mais interessantes dele: finalmente existe a possibilidade de salvar o progresso do game, algo que eu acredito que não era tão importante assim na época, mas hoje em dia é bastante valorizado. A revista Ação Games se empolgou bastante e dedicou logo de cara 6 páginas ao jogo, com um detonado completo do game. Mais tarde naquele mesmo ano também seria lançado o Sonic & Knuckles, a continuação de Sonic 3.

Em fevereiro também tivemos o lançamento americano de Megaman X, a estréia do robozinho azul da Capcom no Super Nintendo, um tremendo lançamento que não chamou muita atenção da mídia brasileira, pois por exemplo, a Game Power de fevereiro resolveu colocar as imagens do esquecido Ninja Warrior no capa. Mal eles sabiam que esse seria o primeiro de uma série de 8 jogos apenas na linha principal, cortando os spin-offs. Ainda sim, muitas publicações destacaram as novidades do título, como poder coletar partes da armadura e subir nas paredes. A Game Power número 20 citou essas diferenças, mas parece não ter entendido muito a história do game, pois diz que os protagonistas lutam contra os reploids e na verdade eles são reploids que combatem os marvericks.

Um clássico pouco lembrado hoje em dia é o jogo de basquete NBA Jam, que na época ganhou a capa tanto da revista Videogame quanto da Ação Games e não é para menos, pois é um excelente jogo para se jogar com os amigos, pois não tenta ser realista, ele tem vários movimentos impossíveis e acaba deixando tudo mais divertido.

Lançado em março no ocidente, Castlevania Bloodlines marca a entrada da franquia nos consoles da Sega, sendo exclusivo para o Mega drive. Chamado pela revista Videogame de New Generations, já que esse era o título europeu do jogo, esse game trouxe a possibilidade de escolher logo de cara entre dois protagonistas e com gráficos bastantes bonitos.

Chegando para os consoles caseiros no meio do ano de 1994, Super Street Fighter 2 era mais um versão do clássico jogo de luta da Capcom. Além de trazer 4 novos personagens, melhorou o equilíbrio entre os lutadores e introduziu a contagem de combos. Os jogos de luta estavam no auge naquele ano e por isso Super Street fighter 2 ganhou a capa tanto da revista Videogame quanto da Super Game Power, mesmo que na prática seja apenas mais uma versão de Street Fighter 2, isto é, nem era um jogo totalmente novo. As mudanças agradaram bastante a mídia da época e realmente é uma das versões mais lembradas do Street Fighter 2.

Super Metroid, um dos maiores clássicos do Super Nintendo foi lançado no ocidente em Abril de 1994. Os donos do 16 bits da nintendo puderam experienciar um jogo de exploração similar ao Metroid do Nintendo 8 bits, porém com muito mais recursos, como ter uma mapa para se guiar e diversas habilidades inéditas. Até hoje muitos fãs consideram esse jogo o melhor da série por não parar hora nenhuma para dizer onde o jogador tem que ir, usando o cenário para instigar a procura do caminho certo, porém isso cobrou o seu preço, pois muita gente empacou sem saber o que fazer ou por onde deveria ir, por isso a revista Super Gamer Power fez um guia completo para quem quisesse chegar no final da aventura sem problemas.

Internacionalmente, Final Fantasy 6 chamou bastante a atenção em 1994 por sua trama pesada e personagens cativantes, porém no Brasil não ganhou muito destaque nas revistas de videogame. Apesar de ser um rpg japonês incrível, visualmente não chamou muito a atenção e a história, que deveria fazer toda a diferença, não era apreciada pelos jogadores, pois pouca gente que jogava videogame na época conseguia ler em inglês. Ainda bem que hoje em dia os jogos são lançados em português brasileiro por aqui.

Streets of Rage 3 também marcou presença entre os lançamentos mais relevantes do ano. Apesar de não ter o mesmo impacto que os dois primeiros jogos da série por ser “mais do mesmo”, o game de pancadaria da Sega ainda era um destaque entre o estilo de jogo “briga de rua”. Curiosamente a revista Videogame 38 aponta o jogo como “bem fácil, como os dois games anteriores”. Estranho perceber como a mentalidade dos jogadores mudaram, pois na época as pessoas estavam acostumadas a experimentar games do gênero que tentavam a todo custo derrotar o jogador e tomar suas fichas, por isso alguns não aceitavam que a série Streets of Rage era mais fácil, pois o público dela estava jogando o game em um console doméstico, o Mega Drive, então não era necessário o jogo ser tão difícil assim.

Darkstalkers, da produtora Capcom, também chegou aos arcades neste ano. Um jogo de luta bem competente aos moldes de Street Fighter, porém muito mais exagerado e gótico, sendo capa das duas maiores revistas da época e não era para menos, pois os gráficos vistos eram de ponta, um dos mais bonitos mesmo comparando entre outros jogos de arcade.

E para fechar o ano, em novembro teve o lançamento de Donkey Kong Country, sendo também a capa de todas as revistas da época, embora em dezembro a revista Super Game Power tenha preferido colocar o esquecido Samurai Shodown para estampar a revista, esse último sendo um jogo de luta muito bom, mas nem de perto tão importante para a história dos videogames que a aventura de Donkey Kong no Super Nintendo, mostrando claramente como os jogos de luta tinham muito mais destaque nessa época do que hoje em dia. Donkey Kong Country impressionou muita gente por seus gráficos que imitavam 3D, jogabilidade muito boa e trilha sonora excelente, sendo o maior causador de inveja nos donos de Mega Drive.

Bom, esses são os lançamentos que mais achei relevantes em 1994. Se faltou algum, comente, não esquecendo de deixar seu gostei, se inscrever no canal e se não gostou, sugira melhorias. Não se esqueçam que toda segunda-feira tem um vídeo novo.

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