Guacamelee – Metroidvania no México – Análise

(TODO CONTEÚDO DESSE TEXTO PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)
O folclore mexicano é um dos mais interessantes quando retratado na cultura pop. A forma a qual do México lida com a morte é totalmente diferente, pois no lugar de lamentar, é feita uma festa alegre para homenagear as pessoas falecidas, com muita alegria e nada de cores fúnebres, muito pelo contrário, é uma festividade muito colorida e alegre. Inspirado nisso, o estúdio canadense Drinkbox criou o Guacamelee, um metroidvania o qual mistura o dia dos mortos com os tradicionais lutadores mascarados e faz uma grande homenagem a cultura mexicana.

A motivação que move a trama não poderia ser mais clichê, com Juan Aguacate, um fazendeiro que é apaixonado pela filha do “el presidente”, fazendeiro esse que acaba sendo assassinado por uma figura sobrenatural chamada de Carlos Calaca, o vilão o qual sequestra a donzela indefesa. No mundo dos mortos, Juan ganha uma segunda chance ao encontrar uma máscara mágica que o traz de volta a vida, o dando o poder de ser um lutador mascarado.

Assim como qualquer outro metroidvania, o jogador tem uma mapa grande para explorar, o qual várias partes dele são bloqueadas por habilidades as quais precisam ser encontradas durante a exploração, porém a grande diferença aqui é que essas habilidade são golpes diferentes, os quais são parte de combos arrasadores. Um jogador habilidoso pode emendar combos que vão jogar os inimigos no ar e arremessa-los com força ao chão, golpes esses que são apresentados aos poucos e quando o jogador menos perceber, estará emendando diversos combos de forma intuitiva contra inimigos que são muito variados, exigindo que você use as diversas habilidades durante o combate e isso faz com que o combate nunca seja nenhum pouco entediante.

O que eu mais queria quando joguei Guacamelee é combater qualquer adversário e o jogo fazia questão de quebrar isso com algumas coisas um pouco chatas que são os desafios de plataforma. A primeira vez que joguei esse game, parei quando esses desafios ficaram um pouco extremos demais para mim, pois eles são bem frustrante devido a dificuldade elevada neles. O principal problema desses desafios é quando é apresentada a possibilidade de trocar entre o mundo dos vivos e dos mortos durante os saltos de plataforma, o que é uma coisa muito legal por um lado, por incorporar a dificuldade do jogo algo da história, porém deixa tudo muito difícil.

Penso que um bom metroidvania é sempre legal explorar o cenário para encontrar itens escondidos, mas não tive a menor vontade de fazer isso em Guacamelee, pois depois de sofrer bastante com desafios de plataforma obrigatórios, eu só queria chegar até o final e nada mais, o que me rendeu o pior desfecho do jogo. Geralmente desafios muitos difíceis não me frustram tanto assim, mas nesse jogo, o qual o combate é tão bom, eu me irritei por não estar aproveitando o melhor do game e estar travado um desafio de plataforma desnecessariamente difícil. A boa notícia é que o modo coop do jogo pode deixar esse ponto mais fácil, pois apenas um dos jogadores precisa passar pelas áreas de plataforma, porém preferi jogar sozinho para que ninguém se sentisse frustrado quando eu ficasse empacado na mesma parte por uns 30 minutos.

A apresentação visual do game foi outra coisa que me manteve jogando. Mesmo quando o protagonista está no mundo dos mortos, tudo ainda é bem colorido no sentido de fazer um bom uso das cores e o design dos personagens, combinado com suas personalidades, fazem com que eles sejam bastante cativantes, principalmente os chefes. O roteiro do jogo também é muito bem escrito, com diálogos humorados e naturais.

As plataformas complicadas de Guacamelee me deixaram com um gosto amargo no final das contas, mas para algumas pessoas, isso pode ser exatamente o que elas procuram e de qualquer forma, vale a pena jogar pelo combate excelente que dá todo o controle para o jogador dos comandos do personagem e acredite, é muito gratificante vencer inimigos difíceis usando estratégias de combate diferentes. Atualmente existem duas versões de Guacamelee: A Gold e a Super Turbo Championship Edition, essa última sendo a mais completa e praticamente é o jogo todo vendido de novo sem nenhum desconto para quem tinha a versão Gold, o que é um vacilo com o consumidor que comprou antes e foi exatamente a versão Gold a qual joguei, a única disponível na época a qual adquiri o game. Mesmo assim, por ser mais completa, recomendo a última versão, principalmente se você gosta de um bom metroidvania e não se incomoda com frustração ou simplesmente confia na sua habilidade nos saltos de plataforma 2D.

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