Rampage – A série de jogos que inspirou o filme

(TODO CONTEÚDO DESSE TEXTO PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)

Muitos jogos querem te colocar no papel de herói. As pessoas adoram o sentimento que estar fazendo a coisa certa, mesmo que em um videogame. Mas nem todos os jogos querem que você salve as pessoas e em alguns você pode ser o vilão. Um desses jogos que te coloca no papel de antagonista é Rampage, uma série que faz referência aos filmes de monstros como King Kong e Godzilla, o qual coloca o jogador no papel de criaturas gigantes destruindo uma cidade. Eu lembro de sempre ter visto os jogos dessa série nas prateleiras das locadoras, porém ninguém jogando, então me surpreendi que um jogo, o qual eu nunca tinha visto nada além das capas, tinha ganhado uma adaptação para cinema com o The Rock como astro do longa. Por esse motivo resolvi jogar os games da série e fiquei ainda mais surpreso dessa franquia ter ganhado um filme de alto orçamento com uma campanha de marketing forte a qual eu vejo falar sobre o filme em qualquer lugar da internet que eu esteja.

Rampage

O primeiro jogo da série foi lançado para arcade em 1986. O jogador poderia controlar 3 monstros que faziam referência a criaturas clássicas do cinema, criaturas essas que tinham os seus olhos vermelhos de raiva querendo a destruição de tudo e o jogo entregava uma boa dose de caos, podendo devorar pessoas, destruir tanques de guerra na base da porrada e principalmente derrubar os prédios, sendo que destruir os edifícios é a única coisa obrigatória para passar de fase. Ao descer o sarrafo nas construções, você pode encontrar tanto itens para recarregar sua energia quanto os que tiram vida, então é importante o jogador saber diferenciar. A humanidade não vai deixar você destruir facilmente as construções, então é importante combatê-los enquanto destrói tudo, pois caso contrário, eles vão te vencer. Considerando os jogos da época, Rampage cumpriu o seu papel. Não era um título tão memorável quanto Donkey Kong ou Pacman, mas marcou por proporcionar a inversão de papéis clássicos, colocando o jogador com agente do caos, no lugar do herói que vai parar a destruição. A jogabilidade é um pouco travada para os padrões de hoje e é meio complicado entender como escapar do dano dos inimigos, mas a confusão que você pode gerar compensa tudo aquilo. Mesmo assim, Rampage ficaria esquecido por 11 anos.

Rampage World Tour

A continuação de Rampage saiu em 1997 para arcades, mais de uma década depois do original, ganhando adaptações para os principais consoles da época. Rampage World Tour era quase a mesma coisa que o jogo original, mas com as melhorias gráficas da época. Os monstros eram os mesmos do jogo anterior, mas além de uma aparência atualizada, tinham ganhado novos movimentos como poder derrubar o prédio dando porrada em cima ou balançá-lo na lateral. O cenário era bem maior e não cabia todo na tela, sendo necessário explorá-lo um pouco, mas tudo que fazia o original ser interessante apenas tinha sido melhorado e as coisas ruins continuavam lá da mesma forma. Os gráficos eram bem mais caprichados, com destaque a aparência dos monstros que mais pareciam aqueles vindos de filmes stop motion, como se fosse feitos de massa de modelar e embora eu não saiba se isso foi proposital, achei uma excelente sacada. O nome World Tour não é atoa, pois nesse game você viaja vários locais do mundo, embora todos sejam meio parecidos e não salvam o jogo de ser um pouco repetitivo, mas como era um game de arcade, feito para ser uma diversão rápida, não tinha tanto problema assim ele não tem muita variedade do que fazer. Mesmo assim as versões de console foram críticas pela falta de variedade, tanto nos movimentos repetitivos, quanto nos cenários parecidos, um problema que nunca foi resolvido e que seria a ruína da série, mas não impediu que essa série ganhasse ainda mais uma sequência.

Rampage 2 Universal Tour

Sendo o primeiro jogo da série exclusivo para consoles, Rampage 2 Universal Tour foi a tentativa de adaptar um jogo feito para arcade para ser jogado em casa. A dificuldade é um pouco mais amenizada e existe um objetivo mais claro na campanha, que é salvar os 3 monstros protagonistas dos jogos anteriores escolhendo entre 3 monstros novos, mas o jogo é a mesma coisa que o seu antecessor em sua essência, simples demais, quase não exigindo nenhuma estratégia no combate, poucos movimentos novos e apesar dos cenários terem aparências diferentes, no fundo contém a mesma estrutura, com se alguém quisesse querendo te enganar mudando a cor de uma parede para dizer que ela é nova. O maior mistério desse jogo é o nome. Por que se chama Rampage 2 se na verdade ele é o terceiro da série? Vai entender. O jogo foi muito mal recebido pela crítica, ignorado pelo público e você pode estar achando que a série acabou por ai. Achou errado.

Rampage Through Time

A série Rampage ganharia ainda mais um jogo, o Rampage Through Time, exclusivo do playstation 1 na época, embora os concorrentes da sony não tivessem muito afim de lutar para ter esse jogo na suas bibliotecas. Aqui a safadagem da produtora desse game chegou em uma nível épico, requentando o mesmo jogo falando que era diferente, mas sejamos honestos, o jogo ao menos coloca todos os monstros anteriores liberados e mais alguns, mas o modo história virou uma bagunça, sendo quase um modo multiplayer competitivo disfarçado de história, o qual os monstros são jogados em uma época do tempo aleatória, sendo que mesmo jogando sozinho, você tem que competir com outros dois monstros, os quais no lugar de te ajudar a destruir a cidade, ficam só te atrapalhando e no final de um certo número de fases tem uns minigames variados contra a inteligência artificial. Todo o resto é bem igual os anteriores, deixando cansados os fãs que já tinha enchido o saco do gameplay repetitivo lá no Rampage World Tour.

Rampage Total Destruction

É inacreditável que depois de tudo isso a série ganharia mais uma chance de fazer bonito, 6 anos depois do Trough Time, uma chance chamada de Total Destruction surgiu, porém mais uma vez decepcionando. Talvez o Total Destruction seja o melhor da série toda, por finalmente mexer na estrutura de gameplay, entregando coisas que deveriam estar lá desde do World Tour. Agora os gráficos são poligonais, proporcionando ângulos de destruição diferentes. Finalmente os monstros podem agarrar os carros e jogá-los longe, além de poder subir nos prédios pela frente e explorar em mais direções do que apenas para os lados, mas ainda assim repetitivo, com o mesmo esquema de destruir prédios para passar de fases e com uma jogabilidade um pouco imprecisa, sendo difícil agarrar objetos. É inegável que foi uma boa tentativa, mas para um jogo da época do Playstation 2, um título com jogabilidade aos moldes de jogos de arcade dos anos 80 não convenceu e depois disso a série caiu em um limpo o qual muitos pensavam que nunca irá sair.0

 

Rampage nunca foi um grande sucesso. Talvez o game original tenha chamado um pouco de atenção na época e a sensação dos jogadores de poder causar o caos tenha deixado a série viva por tanto tempo, tanto que alguém lembrou dela para tentar fazer um filme. Pode ser que seja uma série de jogos medíocres que nunca encontraram uma forma boa de adaptar para os jogos o que era visto em filmes de monstros, mas também entrega algo diferente e talvez esse seja o motivo por ela ter ficado tanto tempo e ganhado tantas sequências, mesmo com suas críticas desfavoráveis.

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2 comentários sobre “Rampage – A série de jogos que inspirou o filme

  1. É muito interessante! A verdade eu vi o filme porque eu gosto do elenco que teve. Eu acho que Dwayne Johnson foi um grande ator no filme. É um dos seus filmes que eu mais gosto até agora além do filme Jumanji 2 que eu vi no ano passado. Lembro dos seus papeis iniciais, em comparação com os seus filmes atuais, e vejo muita evolução, mostra personagens com maior seguridade e que enchem de emoções ao expectador. Sendo sincera eu acho que a sua atuação é extraordinária. Recomendo!

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