DmC – O melhor Devil May Cry – Análise

(TODO CONTEÚDO DESSE TEXTO PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)
Quando saiu o primeiro trailer de DMC, vou confessar que achei estranho. O personagem que se intitulava com sendo o Dante, lembrava o personagem antigo depois de ter abusado de substâncias ilícitas. O cara era magrelo e aparecia amarrado em uma sala com uma câmera o observando, deixando parecer que o estúdio Ninja Theory não tinha a menor ideia da franquia a qual estavam mexendo. Mal eles sabiam que esse trailer condenaria o jogo a ser um fracasso de vendas, não importando o que eles fizessem depois, o que é uma pena, pois quem deu uma chance para o jogo final, descobriu que é o melhor Devil May Cry com certeza. Já aviso, vou comparar para caramba os jogos antigos com esse, pois quem não gosta desse jogo adora fazer essa comparação, então vamos ver se esse jogo é o lixo que estão dizendo que ele é.

A diferença do Dante do anúncio e o Dante original é que esse novo parecia ser um cosplayer, pois era uma sombra do antigo, como se ele tentasse ser maneiro e o original conseguisse ser sem nenhum esforço, mas ao mesmo tempo, o primeiro Dante era perfeito demais, sem possibilidade de crescimento pessoal nenhum e levava tudo na brincadeira, reduzindo o enredo do jogo a uma folha de papel, tanto que a história de Devil May Cry 4 só acontece porque o Dante sai matando todo mundo sem explicar nada para ninguém, isto é, ele não está nem ai para nada e a história acaba sendo um pouco mais interessante devido ao protagonismo do jogo é dividido com outro personagem mais profundo que aos poucos tenta entender o que está acontecendo. Tendo isso em mente, a Ninja Theory, para dar um maior foco a trama do game, teria que deixar Dante um pouco mais humano, se importando mais com as pessoas, até porque se fosse para fazer a mesma coisa de sempre, nem precisa começa do zero a história. A nova personalidade do protagonista, que era a principal preocupação dos fãs, se mostrou bastante interessante no jogo final. Ele ainda é brincalhão e bastante habilidoso, mas ao mesmo tempo tem um senso de justiça muito grande e é sério quando necessário, com um passado que enraizou toda essa personalidade, deixando o personagem bem mais profundo.

A relação de Dante com seu irmão Vergil é muito mais bem construída. Se antes Vergil era só um antagonista genérico de anime, agora a relação dele com Dante é construída durante o jogo. No fundo, ele ainda serve para o mesmo propósito, mas por ser explorado de uma maneira diferente, é muito mais fácil entender a motivação do personagem. Enfim, toda a construção dos personagens, que antes era apenas algo para justificar personagens maneiros fazendo coisas maneiras, agora mostra que existe um bom enredo a ser contado.

Do anúncio até o jogo final, o visual de Dante mudou bastante, ficando mais apresentável, parecendo realmente alguém que está acostumado a lutar e mesmo que isso ainda seja um problema ainda para alguns, por outro lado é inegável que a direção de arte no geral está muito mais inspirada e combinada com o gameplay. A ideia agora é que Dante vai para o Limpo, o reino dos seres sobrenaturais e lá a cidade quer destruir o protagonista, desde o ofendendo verbalmente, quanto fazendo brotar inimigos e criando obstáculos os quais vão exigir o bom uso das novas habilidades.

O decorrer da trama não deixa de ser um pouco bizarro, porém bastante interessante, com Dante ajudando seu irmão Vergil a livrar o mundo dos demônios que controlam em segredo a humanidade. Esses demônios são uma metáfora para algumas pessoas que controlam a nossa sociedade tratando as pessoas como gados que apenas deve segui-los, sendo massa de manobra, cabendo a Dante e sua turma por um fim nisso. Os antagonistas, além de renderem boas batalhas contra eles, eu adorei adiá-los, apesar deles serem bastante clichês e não serem tão profundos quanto os protagonistas.

Os antigos jogos da série Devil May Cry já contavam com vários estilos de luta disponíveis sendo muitos vezes apenas boas razões para rejogar o game novamente. Agora vários estilos de luta estão disponíveis ao mesmo tempo, rendendo combos ainda mais incríveis. O estilo básico utiliza a espada padrão de Dante, porém se o jogador segurar a gatilho direito vai ativar a arma demoníaca e o gatilho esquerdo ativa a arma angelical. Todos esses estilos podem e devem ser combinados, pois alguns inimigos são resistentes aos ataques de determinada arma, sendo que o combate fica bem mais estratégico, pois você pode escolher uma arma para derrotar um determinada inimigo forte ou preferir escolher outra arma para ilimitar primeiro os mais fracos, dependendo muito da situação. Dante, mesmo nos jogos antigos, sempre foi um ser filho de um anjo e um demônio, mas o genial de DMC foi incorporar essa dualidade do personagem na jogabilidade.

Os desafios de plataformas, que muitas vezes eram frustrantes no passado, agora são excelentes. O cenário muda a todo momento, criando novos desafios e para ajudar o jogador a agir rápido, o gancho foi implementado, que se for usado com habilidades demoníacas, vai puxar algum objeto para perto de você e com habilidade angelicais, vai fazer você chegar perto dos objetos, sendo um item que pode ser utilizado tanto para atravessar áreas sem chão quanto no combate, deixando a ação correr sem interrupções se você for bom o suficiente para não levar danos.

Tendo tudo isso em mente, para mim é difícil entender porque as pessoas não gostaram do DMC. É só porque ele é diferente e queriam jogar a mesma coisa de sempre? Devil May Cry precisava urgentemente de uma renovação em sua fórmula, pois o quarto episódio da franquia me parecia bastante datado, ainda com heranças desnecessárias dos antigos jogos da série Resident Evil, fazendo o jogador ir e vir pelo mesmos cenários, algumas vezes tendo que descobrir o caminho certo, resolvendo quebras cabeças demorados e chatos, com um enredo cada vez mais ridículo. Vem o DMC e melhora o jogo em praticamente todos os aspectos e as pessoas reclamam querendo que o jogo voltasse a ser o que era? Não dá para entender. Se você está apenas preocupado em jogar algo bom, DMC é mais do que recomendado, é praticamente obrigatório.

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