Plasma Puncher – Jogo brasileiro de pancadaria 2d

(TODO CONTEÚDO DESSE TEXTO PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)

É engraçado perceber de onde vem a inspiração das coisas. O brasileiro Éder Cardoso teve uma gripe forte e no lugar de ficar se lamentando sobre isso, pensou como seria bom ter um anticorpo porradeiro que destruísse na pancada os vírus que estavam atacando seu sistema imunológico. Assim nasceu Plasma Puncher, jogo independente feito pelo estúdio Tomatotrap, o mesmo que tinha emplacado um jogo Tratamento de choque, que chamou a atenção da mídia em 2013.

Logo de cara dá para perceber que o que não falta em Plasma Puncher é personalidade. A ação com visão 2D, misturada com o visual cartunesco, porém nenhum pouco genérico, já impressiona. Tudo nesse jogo é carismático, desde do anticorpo brigão, até os inimigos com aparências chamativas que ficam bem fáceis de diferenciá-los e você vai precisar saber claramente a diferença entre eles, pois não é só a aparência dos inimigos que muda, mas sim o modo que eles atacam. Alguns adversários serão mais vulneráveis se atacados por trás e outros só poderam ser atingidos se você tiver de frente a eles e tudo isso também influi na forma que você vai escapar dos ataques, pois cada inimigo terá o seu padrão, por isso não adianta ir bater de frente sem entender como ferir e fugir dos adversários.

O funcionamento do jogo é meio parecido com alguns clássicos de arcade dos anos 80, com praticamente um cenário apenas que você vai ter que lidar com várias ondas de inimigos. Você pode pensar que seria melhor o jogo ter mais fases e eu até concordo, mas o estúdio tomou uma decisão sensata com os recursos que eles tinham, já que não podendo fazer mais com poucas pessoas na equipe, resolveram focar no combate, fazendo com que mesmo que ele seja simples, não deixe de ser viciante. Além do jogador ter que lidar com vários inimigos distintos, o personagem principal pode ganhar novas habilidades e melhorar alguns atributos com os glóbulos amarelos coletados de inimigos. O objetivo final é destruir o gigantesco micróbio no qual o personagem usa como chão e para isso você terá que coletar glóbulos brancos e realizar um ataque devastador que causará dano a tudo que estiver por perto. Melhoramentos temporários, os famosos power ups, também dão as caras nesse jogo, fazendo aquela quebra necessária para descansar os jogadores do combate básico.

Não pense que por ser simples, Plasma Puncher vai ser fácil. Morri diversas vezes, porém em nenhuma delas eu senti que o jogo falhou, pois ele entrega uma excelente jogabilidade com uma dificuldade equilibrada, na qual é fácil ver de onde está vindo os ataques e poder reagir a eles, mesmo quando a tela está cheia de inimigos.

No final, Plasma Puncher acaba sendo uma experiência curta, ficando com um gosto de “quero mais”, porém compensa isso, pois a diversão vai ser intensa e você provavelmente vai querer jogá-lo algumas vezes, algo parecido com o que acontecia com clássicos como Donkey Kong e Pacman. É simples e pequeno, porém muito bem executado e com um preço 8 reais no lançamento, no qual hoje em dia mal dá para comprar um pastel e um coca-cola 600 ml. Se você gosta de jogos simples e viciantes, não tenha medo de Plasma Puncher.

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