Vanquish – Análise do jogo de tiro do mesmo criador de Resident Evil

(TODO CONTEÚDO DESSE TEXTO PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)

Desenvolvido em parceria com a Sega, Vanquish é mais um excelente jogo da Platinum games que foi sucesso de crítica e ignorado pelo grande público. Trata-se de um jogo de tiro em terceira pessoa, dirigido por Shinji Mikami, o mesmo responsável por Resident Evil 4, o título mais influente nesse estilo de jogo e por esse motivo havia uma grande expectativa para Vanquish, ainda mais sendo o primeiro jogo dirigido por Mikami fora da Capcom, tendo toda liberdade que uma empresa que o próprio Mikami havia fundado e o que ele provavelmente descobriu é que autonomia é bom, mas financiamento também.

Como a maioria dos jogos do Mikami, a história é uma porcaria. É simplesmente uma guerra futurista genérica com personagens mais clichês ainda e reviravoltas extremamente previsíveis. Para completar, o enredo ainda termina em aberto, como se alguém estivesse ansioso para saber como a história acaba. Essa falta de preocupação com o enredo que o jogo vai contar é uma das características mais fortes de Mikami, mas na minha opinião, nunca fez diferença, afinal de contas, uma história boa em um jogo com gameplay ruim é imperdoável, mas uma história ruim em um jogo divertido de jogar, não faz diferença nenhuma.

Então o jogo é divertido? Sim, e como é. Vanquish parece uma mistura de tudo que Mikami tinha feito de melhor antes, só que muito mais frenético e com um toque de novidades interessantes. Talvez inicialmente você pode pensar que o jogo é bem basicão e logo vai ficar enjoativo, mas a profundidade de mecânica, que quanto mais você joga, mas você descobre o que pode fazer, é impressionante.

O grande diferencial do jogo é o personagem que usa uma roupa que faz você se movimentar em uma velocidade absurda por diversos cenários, escorregando pelo chão. A sensação de liberdade de explorar cenários enormes em alta velocidade e excelente resposta dos controles é única, principalmente quando os gráficos ainda continuam excelentes e sem quedas de quadros, pelo menos na versão do Xbox 360. Outra funcionalidade da armadura é a câmera lenta muito bem utilizada. Eu particularmente não curto muito como esse recurso é usado em outros jogos como em Max Payne 3, por exemplo, no qual o todo tempo te limita o uso dessa habilidade e fica muito ruim gerenciar a hora que você precisa realmente utilizá-la. Já em Vanquish, a câmera lenta e o jato nas costas do personagem que fazem ele escorregar, usam a mesma barra de energia, que quando ela esgota, basta você esperar alguns segundos para ela recarregar. Se você gasta toda a barra, a armadura sobrecarrega e você tem que esperar um pouco mais para ela barra encher novamente, sendo necessário estar com ela cheia para voltar a usar qualquer habilidade, o que traz um constante risco recompensado de utilizar o máximo da barra de energia sem deixar ela esgotar, para assim poder utilizar os poderes da armadura com maior frequência, já que se sua armadura não sobrecarregou, você pode usar suas habilidades mesmo que a barra não esteja cheia, mas caso tenha sobrecarregado, você vai ficar vulnerável ao ataque dos inimigos sem poder utilizar nenhum recurso da armadura.

Existem diversas opções de armas no jogo e a todo tempo você é convidado, algumas vezes até obrigado, a experimentar, já que nem sempre vai ter munição da sua arma favorita e o jogo cria situações que armas diferentes serão mais vantajosas. Depois de testar diversos tipos de armamentos, acredito que você terá as suas favoritas e para elas você poderá utilizar melhoramentos que geralmente são aumento munição, um recurso que você vai ter que usar sabiamente, já que pode fazer você aumentar o tempo que vai ficar com suas armas favoritas, pois só é possível carregar 3 ao mesmo tempo.

Se de tudo sua munição acabar, você ainda pode utilizar o ataque corpo a corpo que muda de acordo com a arma que está utilizando. É um ataque poderoso que gasta toda sua barra de energia, mas detona diversos inimigos. Ideal para as horas de sufoco.

Que jogo bonito Vanquish é. Os cenários não são muito variados, mas são belos, tanto quando se está em movimento, quanto em momentos que você está parado. A armadura do personagem principal é muito bonita e detalhada, com um excelente efeito de chamas no reator nas costas, era algo que de tão belo, as vezes me distraia. O design dos inimigos, principalmente os maiores, são muito bons de se observar e não ficam ruins nem em câmera lenta.

Vanquish é de fato eletrizante, bonito, com uma mecânica de combate profunda, viciante e um dos melhores trabalhos de Shinji Mikami, então você pode estar se perguntando: Por que ele não fez sucesso? Também achei isso muito estranho e fui procurar na internet. A principal reclamação é que o jogo não tem multiplayer online e é curto demais. Tem gente que finalizou ele em 5 horas, mas eu demorei 8. Realmente se tivesse um online, com um monte de gente escorregando para todos os lados, modos cooperativos como aqueles de um time vai derrotando hordas de inimigos, teria sido excelente, mas era um dos primeiros trabalhos da Platinum, com orçamento reduzido, que na minha opinião, foi usado no que realmente importa, que foi uma campanha de apenas um jogador, entregando o máximo que o estúdio poderia fazer. A campanha é realmente curta, porém intensa, com um excelente design de fases, que força o jogador a sempre jogar de forma diferente, acabando com aquele gostinho de quero demais. Quando as pessoas deixam de valorizar jogos como Vanquish simplesmente porque ele é curto, acabando ganhando jogos gigantescos, cheios de sides quest entediantes que você desiste de jogar antes de finalizar de tão chato que ele está.

Claro que um jogo de 200 reais no lançamento que você finaliza em 8 horas horas pode ser que seja um valor bem alto mesmo, mas hoje ele está barato, além de que, como ele tem um combate tão cheio de possibilidades, acredito que toda vez que você rejogar a campanha do começo, vai encontrar uma coisa nova. Não deixe de apreciar Vanquish caso tenha oportunidade, pois é um jogaço esquecido por muitos.

 

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