Piores adaptações de jogos para outras plataformas

(TODO CONTEÚDO DESSE TEXTO PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)

Quando um jogo é um sucesso, geralmente ele ganha versões para os mais diversos consoles para que todos possam jogar, conversões essas que são chamadas de ports. Infelizmente nem todas conversões são tão boas ou até mesmo equivalente as versões originais. 

Nos anos 80, o que os jogadores mais queriam era aproveitar os melhores jogos do arcade em casa. Um dos maiores sucesso da época era Pac-man, um viciante jogo no qual você controlava uma bola amarela, que tinha a missão de comer todas as pastilhas espalhadas por um labirinto enquanto escapava de fantasmas. O sucesso era tanto que a Atari comprou os direitos de fazer uma versão doméstica do jogo que acabou sendo o título mais vendido do Atari 2600. Então quer dizer que foi uma boa conversão? Não, essa talvez tenha sido uma das piores conversões de jogos de todos os tempos. O jogo apresentava vários problemas técnicos, como os fantasmas de piscavam de tal forma que era difícil vê-los e o próprio labirinto tinha um design sem graça, principalmente nas laterais que mal dava para andar e realçava bastante um problema grave de controle do personagem, sendo muitas vezes o pac-man empacava no labirindo e não respondia direito aos comandos.

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Graficamente o jogo era um horror. Os fantasmas tinham sempre a mesma cor, o que era uma fruta na versão do arcade, acabou virando um quadrado estranho e o pacman não mexia a boca para cima ou para baixo quando se andava nessas direções.

Talvez você possa pensar que o atari 2600 era um console fraco e isso era o melhor que poderia ser feito, né? Na verdade, não. A sequência de Pacman, o Ms. Pacman, tinha 4 fantasmas de cores diferentes que piscava muito pouco, um labirinto com um design muito melhor e também todava no Atari 2600.

O problema dessa versão é o que levou a Atari a quase afundar a indústria dos videogames, a falta de preocupação com a qualidade do jogo. A versão de Pacman para Atari 2600 foi feita em 5 semanas, sendo que na época, o tempo de desenvolvimento de jogos para o console era 6 meses. Apesar de vender bastante, a recepção do público foi negativa e houve diversas devoluções do jogo.

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Quem curte jogos briga de rua, sabe que existe um certo jogo de arcade que recebeu um port dos mais mal feitos para Super Nintendo. Estou falando de Final Fight. Além de diversas censuras, todas as cenas não interativas foram cortadas, uma fase inteira da versão do arcade não aparece na versão doméstica, só tem como jogar sozinho e ainda cortaram o Guy, um dos personagens jogáveis do jogo original. Para resolver esse último problema, lançaram uma outra versão do jogo chamada de Final Fight Guy que tinha os mesmo problemas da versão anterior, porém era possível jogar com o Guy, mas tiraram outro personagem, o Cody. Eu não sei o que tinha na cabeça da Capcom nessa época para fazer uma merda dessa, sendo o Final Fight 2 e 3, lançados também para Super Nintendo, tinham como jogar com mais de um jogador, sendo que o 3 tinha ainda mais fases que a versão do arcade do Final Fight 1.

O que é uma lista do Dimensão Interativa sem um item polêmico, né? Muita gente pode dizer que Castlevania V do Super Nintendo não é um jogo ruim e posso até concordar, mas em comparação com o jogo original, que é o Castlevania Rondo of Blood do desconhecido PC Engine, a versão do Super Nintendo fica no chinelo. Rondo of Blood tinha diversas cenas não interativas, dois personagens jogáveis, som de cd, um design de fases excelente, caminhos diferentes e ainda salvava o progresso do jogo. A versão do Super Nintendo tinha fases diferentes e era simplesmente um jogo “OK”, o que já é o bastante para causar uma tremenda decepção. Ao menos poderia ter colocado as mesmas fases e um sistema de save da Snes do 16 bits da nintendo.

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Vejo muita gente reclamando do primeiro port que Resident Evil 4 recebeu para computador. Realmente não é uma conversão muito boa, já que não tem como jogar com mouse e teclado nativamente, e os gráficos não são muito bons, mas existem diversos mods e patchs que corrigem isso. O que não tem como arrumar é a versão do jogo para Zeebo, um console brasileiro que tinha pretensões de competir com o Playstation 2, inclusive sendo vendido inicialmente por 500 reais, um preço equivalente ao que o Ps2 comercializado nessa época. Meu amigo, que bosta gigantesca essa versão de Resident evil 4 para Zeebo. Os caras converteram a versão dos celulares, que era até aceitável rodando em tela pequena e mais bonito que diversos jogos de celular da época, mas no Zeebo aquilo ficou escroto, ainda mais comparando com a versão do console que teoricamente o Zeebo deveria competir.

E para você? Quais foram os piores ports? Deixe nos comentários o item que faltou nessa lista.

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