Star Wars Republic Commando – Análise de um dos melhores jogos de Star Wars

(TODO CONTEÚDO DESSA REVIEW DE STAR WARS REPUBLIC COMMANDO PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)

Star Wars talvez seja uma das franquias com mais adaptações para os videogames, e não é para menos, pois existia um estúdio que durante um bom tempo só fazia jogos de Star Wars, a Lucas Arts. No meio de uma enxurrada de jogos levando o nome da franquia, muitos passavam despercebidos e acredito que esse seja o caso do Star Wars Republic Commando.

Nesse game, você estará na pele do líder de um esquadrão clone de elite, encarregado de invadir lugares, cumprindo alguns objetivos estratégicos como resgatar reféns e explodir bases dos inimigos, isto é, seu esquadrão trabalhará infiltrado nas linhas inimigas. O jogo começa sem as famosas letras amarelas, pois explica o que está acontecendo de um modo mais natural, já que mostra o nascimento do personagem e parte do treinamento dele é o começo do tutorial do game. Aos poucos, mais membros vão se juntando ao seu grupo, para você entender a especialidade de cada um de modo gradual, embora durante o gameplay, você perceba que não existe diferença entre eles, além da personalidade. Até certo ponto do desenvolvimento do game, cada integrante do grupo seria melhor em algo, mas a ideia foi abandonada na versão final para deixar tudo mais simples.

Todas as informações da tela você enxerga pelo visor do capacete do personagem, isto é, o que você vê é exatamente o que o personagem também está vendo. Até o número de munição de determinada arma é mostrado por um visor que está acoplado ao armamento. Apesar dessa visão do capacete tapar um pouco a tela, é um recurso interessante para trazer maior imersão, recurso esse que foi totalmente inspirado no que Metroid Prime fez antes.

star-wars-republic-commando-001

O tutorial do jogo talvez seja a única coisa realmente ruim dele. Sabe quando as pessoas dizem que tutorias em jogos são ruins porque param a ação toda hora com mensagem chatas? Pois é, o desse jogo é assim. Tanto que a todo momento o jogo te pergunta se você não quer pular o tutorial, mas pelo menos ele é curto e grande parte dele acontece no meio da ação, isto é, você já está jogando e aprendendo ao mesmo tempo.

Jogos de tiro em primeira pessoa táticos não eram novidade, sendo que a série Rainbow Six era uma referência nesse gênero, entretanto o que Republic Commando trazia era a simplificação do controle de sua equipe. No lugar de ficar um bom tempo definindo a melhor tática, o jogo te dá algumas opções pré definidas, como por exemplo, mandar alguém para uma cobertura e você escolhendo se vai fazer isso ou não. Essas opções aparecem como representações holográficas do que aquela ação vai ser e se você confirmar, alguém do seu esquadrão vai realizar a ação. Isso limita um pouco a criação de estratégia, mas deixa um jogo mais fluido, já que a forma intuitiva que esses comandos aparecem permitem que eles sejam feitos até no meio da ação. Esse recurso de comando de tropas é a maior novidade, e trunfo, desse game, pois com a mesma lógica, várias coisas diferentes podem ser feitas, apenas apontado para o local, vendo o holograma e mandando alguém fazer. Mesmo que controlar a sua tropa seja fácil, uma ordem errada em um momento errado, com seu time mal posicionado vão fazer a diferença entre a vitória e a derrota.

Segundo o programador principal do projeto, Brett Douville, toda essa simplificação de mecânicas, que são mais complexas em outros jogos do gênero, foram feitas porque Star Wars republic commando não é um jogo de Star Wars para o público de jogos de tiro, mas sim um jogo de tiro para o público de Star Wars, o que reflete em outros aspectos do jogo, como, por exemplo, não perdendo muito tempo explicando o que já aparece nos filmes.

star-wars-republic-commando-002

O seu time, controlado por inteligência artificial, raramente faz besteira, só avançando quando você avança também ou quando não tem nenhum inimigo em frente. Na verdade, senti que quem mais prejudicava o time era eu mesmo por escolher uma tática errada ou avançar demais e precisar de ajuda, o que é algo impressionante para um videogame, ainda mais dessa época, já que o normal era você ficar desgraçado da cabeça com a burrice artificial dos seus companheiros virtuais. Claro que nem sempre eles vão tomar a melhor decisão sozinhos, mas se tivesse jogando com pessoas reais, elas também fariam isso e ainda tem a opção mandar comandos gerais de comportamento, como mandar a tropa toda reagrupar. Seus companheiros não vão vencer o jogo sozinho, mas eles fazem bastante diferença, tanto que se eles caírem, é melhor levantá-los o mais rápido possível, diferente de outros jogos como Call of Duty que eu tenho a impressão que os aliados controlados pela inteligência artificial estão lá só de enfeite.

A variedade é fraca nos inimigos e muitos deles não são muito inteligentes, mas ao menos os modelos clássicos de droides vistos nos filmes aparecem. Talvez o que compense isso são as opções de armas, desde de as usadas pelos clones, até outras encontradas no cenário, com os clássicos arcos lasers dos Wookies.

star-wars-republic-commando-003

Quem espera combates com sabre de luz e aparição de figuras conhecidas pelos fãs, corre o risco de se decepcionar, pois tirando um personagem que aparece apenas em uma cena, todos os personagens do game são originais ou ao menos eu não lembro de ter visto eles nos filmes e os eventos contados nesse game não adaptam diretamente a história de nenhum longa metragem, se passando entre o segundo e terceiro episódio da saga. Para mim, um jogo que eu não controlo jedis e que se passa no mundo de Star Wars, é um tremendo de um diferencial e foi o que mais me gerou interesse nesse game.

O final fica em aberto. O destino do esquadrão Delta nunca foi revelado, já que pretendiam fazer uma sequência do jogo acompanhando o que aconteceu com os clones depois do episódio 3, em que acabam destruindo a república e ajudando o império, virando o exército dos stormtroopers. Eu fico me perguntando se todos aqueles personagens do esquadrão delta, que apesar de serem clones, tinham a sua individualidade, sofrendo uma lavagem cerebral para trabalhar contra tudo que eles acreditam. Teria potencial, mas talvez o risco de decepcionar tenha impedido uma sequência desse clássico, mesmo sendo aclamado pela crítica e público. Com a compra da franquia Star Wars pela Disney e o fechamento da Lucas Arts, tudo que não estava nos filmes passou a ser ignorado e talvez nunca saibamos o potencial que esse game poderia ter se adaptado a nova geração, porém pode jogar essa versão antiga sem medo, que ainda é um bom jogo, uma das poucas coisas legais que vieram da trilogia prequel, isto é, o episódio 1,2 e 3 de Star Wars.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s