Monster Hunter – Uma das séries de maior sucesso nos portáteis

(TODO CONTEÚDO DESSE TEXTO SOBRE MONSTER HUNTER PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)
Amado no oriente e esquecido no ocidente, Monster Hunter é uma das principais franquias da gigante Capcom, a empresa por trás de jogos como Megaman e Resident Evil.

Não sei porque, eu sempre tive a curiosidade de saber a razão dessa franquia existir e principalmente se eu iria gostar. Tentei jogar o original para Playstation 2, mas desisti depois de 5 horas em que eu não tinha passado nem do tutorial. Sabendo que a série tinha alcançado o seu sucesso no PSP, resolvi testar o “Monster Hunter Freedom Unite”, o último jogo da série que saiu no ocidente para o primeiro portátil da Sony (no japão ainda saiu mais um). Minha surpresa foi que, apesar do começo demorado, o jogo se mostrou extremamente viciante e divertido.

Para quem não sabe do que se trata, Monster Hunter é uma franquia que coloca o jogador na pele de um caçador de monstros. Trata-se de uma série que valoriza quem acumula objetos, tanto que não existe sistema de nível de personagem, você só fica mais forte quando usa um equipamento melhor.

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Itens não vem apenas de monstros derrotados e mesmo quando vem, eles fazem sentido. Se você mata uma criatura, o que você pode pega dela são seus restos mortais como ossos, pele, escamas, garras e carne. As outras formas de conseguir itens, além de comprá-los, vêm de coisas que você pode fazer no meio de uma missão, como colher ervas, insetos, peixes, minérios, etc. Tudo isso pode virar matéria prima para armas, armaduras, itens de curas, buffs e outros utilitários.

“Como esse jogo surgiu” é um pouco curioso. A Sony lançou uma placa de rede para o Playstation 2, que tornava possível jogar online. Para aproveitar esse novidade, a Capcom lançou 3 jogos que foram:

Resident Evil Outbreak, que levava pela primeira vez uma das mais famosas franquias da Capcom para o cooperativo online, porém dividiu bastante opiniões.

Auto modellista, um jogo de corrida com gráficos cel shading, aquela tecnologia que deixa tudo com aparência de desenho animado. Apesar de bonito, não agradou muito por causa de uma jogabilidade travada.

E por último, o Monster Hunter original, o único que continua até hoje. Analisando com a visão da época, Monster Hunter era o que tinha mais chances de fracassar, pois além de ser uma franquia totalmente nova, era algo experimental, com uma jogabilidade pesada e ainda tinha dificuldade elevada, mas nada disso impediu que o jogo vendesse bem no Japão, tanto que ganhou expansões e sequenciais que ficaram só na terra do sol nascente.

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O sucesso monstruoso da franquia veio quando portaram o jogo para o PSP. Não tinha como jogar online no PSP a não ser que se comunicasse com o PS3, entretanto a jogatina em rede local já foi mais do que o suficiente em um país populoso, com tamanho menor do que alguns estados brasileiros. Outro motivo para o sucesso talvez seja a preferência do público japonês por portáteis, devido a falta de espaço que eles têm em suas casas, e o fato de passarem muito tempo fora delas.

Tá, numa altura dessas você pode estar se perguntando: Como que um jogo desses pode ser bom para mim? Sossega o facho, que o negócio é complexo. Aliás, complexidade é justamente o motivo dele ser tão bom.

Monster Hunter é um jogo de constante evolução, tanto dos itens, como do jogador. Quanto mais você joga, mais você percebe que o sistema dele tem muito mais a oferecer, desde combinações de objetos, recrutamento de ajudantes, até fazenda.

Os monstros que você caça se dividem entre normais e chefes. Os normais atacam muitas vezes em bando, porém são fracos e só causarão problemas se vierem em grupos ou perto dos monstros gigantes, tipo chefes. Estes monstros chefes são bem variados, podendo ser criaturas terrestres, aquáticas, voadoras e várias outras, aguentando bastantes golpes e fugindo às vezes quando não querem mais lutar. Esses monstros maiores exigem um domínio da mecânica de jogo e análise de comportamento para saber a melhor hora de atacá-los, fugir ou esquivar, isto é, se você atacar em um momento ruim, pode tomar uma sequência de golpes e acabar fracassando na sua caçada. Demora um pouco, mas logo você vai perceber que antes de fazer algum ataque, o monstro se prepara e você sabe o que tem que fazer para evitar o golpe.

Se você quiser, o monstro não precisa necessariamente morrer na hora, tendo a opção de captura também, usando as armadilhas e tranquilizantes, porém se você não observar sua caça, pode deixá-la escapar, gastando itens sem necessidade. Por esse motivo, quem se arrisca a tentar capturar um monstro, precisará de nervos de aço, pois não existe barras de vida do monstro, sendo necessário que você analisar o comportamento da criatura para saber a melhor hora de fazer a tentativa de captura. Em alguns monstros, o sinal de cansaço é óbvio, fazendo com que o bicho comece a mancar e entre em estado de fúria com muito mais frequência.

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Tudo nesse game é para imergir o jogador em uma caçada. Cada monstro tem o seu habitat e dá para ver claramente uma cadeia alimentar rolando por lá, sendo que na maioria das vezes os chefes são os maiores predadores. O cuidado nos detalhes é tão grande, que algumas vezes me dá dó de matar alguns bichos herbívoros e logo em seguida assar os seus restos mortais em uma fogueira, mas logo lembro que uma coisa boa dos jogos é poder fazer coisas que você reprovaria na vida real, porém extravasa em um ambiente virtual.

Os mapas do jogo são divididos em áreas, com carregamentos entre elas, praticamente uma marca registrada da série. O tempo de espera entre uma tela e outra, não é longo e faz parte da estratégia do game. Se você está com a vida baixa, uma boa dica é mudar de área para se recompor. Apesar de muitos fãs pedirem que a série mude para um ambiente aberto, isso ainda não foi feito, pois, segundo Kaname Fujioka, um dos diretores da série, todo design do jogo é pensado para ser dividido em mini-áreas e mexer nesse aspecto poderia mudar o que as pessoas entendem como Monster Hunter, o que realmente faz sentido, já que todas as mecânicas de fuga, caça e até comportamento dos monstros teriam que ser repensadas.

Existe um sistema de classes no game que é definido pela arma que o personagem usa. Os Gunners atacam de longe e são mais ágeis, porém usam armaduras mais fracas e leves. Já os Blademasters preferem o combate corpo-a-corpo, aguentando mais pancada e causando mais dano, muitas vezes são lentos. Se você busca jogar sozinho, acredito que uma classe Blademaster seja ideal, para que você consiga matar o monstro antes de acabar o tempo da missão.

O jogo fica melhor quando aproveitado em grupo, mas se você não tem amigos para jogar, não se preocupe, pois você poderá ter a companhia dos Felynes, uns gatinhos humanóides que além de miarem bastante, te ajudam durante as caçadas, nem que seja para tirar a atenção do monstro de você.

Obviamente não é um jogo para qualquer um, ficando claro o motivo da impopularidade da franquia no ocidente. O jogo tem aquele estilo anime que não se leva a sério, com armaduras extravagantes, dificuldade elevada para iniciantes e armas gigantes, contracenando com bichos fofinhos. Monster Hunter cumpre bem o que os japoneses mais gostam de fazer em videogames, que é o grinding, aqueles momentos chatos em rpgs orientais no qual você não consegue passar de determinada parte, por não ser tão forte, e é obrigado a conseguir itens melhores, em batalhas repetidas apenas para coletar objetos, ainda mais porque armaduras diferentes têm vantagens e desvantagens elementais diferentes. É tanta coisa para fazer, e tanto conteúdo, que é normal jogadores gastarem mais de 200 horas para terminar tudo que um game da série tem a oferecer e acreditem, esse tempo vai passar voando.

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Ficou com vontade de jogar, mas não sabe pode onde começar? Então talvez fosse melhor você conhecer um pouco sobre as gerações da série, que são divididas em 4.

A primeira geração é marcada pela simplicidade e dificuldade extrema. Muitos recursos que facilitam a jogatina, como uma interface mais amigável, não estão presentes nessa geração. Recomendo apenas para aficionados. Dos lançamentos no ocidente, o jogo que mais se destaca é o primeiro Monster Hunter para Playstation 2.

Na segunda geração foi inaugurado o conceito de climas, nos quais o jogador terá que resistir a temperaturas extremas tomando poções. Ainda é bem difícil, porém um pouco mais justo, com adições interessantes que facilitam a jogatina offline. Se quiser se aventurar por essa geração, recomendo o Monster Hunter Freedom Unite para PSP.

A terceira geração trouxe uma mudança gráfica, abandonando o motor gráfico das versões anteriores. Por esse motivo, muitos monstros totalmente novos apareceram e novidades como os combates debaixo d’água foram adicionados. Pela primeira vez, um botão de ação aparece na tela quando existe a possibilidade de pegar algum item. O melhor jogo para aproveitar essa geração é o Monster Hunter 3 Ultimate para 3DS ou WiiU.

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A quarta geração é a mais recente. Novamente mudaram o motor gráfico e tiraram as terríveis batalhas subaquáticas. Deram uma maior mobilidade ao caçadores, não sendo necessário apertar um botão para subir algumas elevações. Agora também é possível subir em algumas paredes e montar em monstros para tentar derrubá-los. É nessa geração que foram feitas as mudanças mais radicais na fórmula e todas foram muito bem vindas, pois apesar de facilitar um pouco para veteranos, as missões mais avançadas ainda são desafiadoras e essas mudanças deixaram o jogo atrativo para aqueles que estavam cansados da fórmula. Essa geração é a atual e ainda não sabemos o último jogo que vai sair nela, mas até então o mais indicado é o Monster Hunter Generations para 3DS.

Então, se algo que eu disse te animou, é hora de pegar a sua arma, que de tão grande desrespeita as leis da física, vestir sua armadura feita com pedaços de monstros, e ir para a caçada. Não recomendo as versões de Playstation 2. Mas as de Wii, PSP, 3DS e WiiU são boas para começar, sendo que recomendo bastante o “Monster Hunter Freedom Unite” do PSP e o Monster Hunter 4U, que saiu para 3DS.

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