3 Coisas que os jogos não deveriam mais fazer

(TODO CONTEÚDO DESSE TEXTO PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)
Depois de experimentar vários jogos, acredito que não tenha uma só pessoa que não se canse de algumas coisas. Aquelas paradas chatas que se repetem e você diz “ah não, de novo esse negócio?”. Para colocar isso para fora, vou falar de algumas coisas que eu não aguento mais.

donkey_kong_arcade

1- Princesa em perigo

O conceito de história em um jogo talvez não tenha começado por Donkey Kong, mas foi nele que isso se popularizou. Nesse jogo, seu objetivo era resgatar uma princesa de um gorila e apesar de simples, fez a diferença para poder motivar os jogadores. Naquela época era um clichê largamente utilizado até em outras mídias, como no filme King Kong, uma das inspirações do jogo, mas parece que os desenvolvedores não entederam que não precisavam copiar essa idéia até a exaustão. Sério, quando eu vejo um jogo, mesmo que seja indie e uma referência ao passado e tem esse enredo de “salvar a princesa”, me dá vontade de jogar o cd pela janela. O pior é que o Jumpman, o heroi do donkey kong, que depois virou Mario, continua trazendo a mesma história de novo e de novo, ao ponto que isso virou motivo de piada na internet. Como é que uma princesa consegue se sequestrada mais de 10 vezes? Ninguém vai contratar o segurança para esse mulher não? Por que o Bowser quer tanto sequestrar essa mulher? O desgraçado só pode estar com más intenções.

Sem falar que isso é século 21, né galera? Mulher sexo frágil? Por favor, né? Tá, eu sei que vai ter um monte de gente reclamando que eu estou fazendo propaganda feminista e tudo mais, porém pense um pouco: Qual jogo que vocês conhecem que uma mulher tem a missão de salvar um homem? Deve ter algum, mas é difícil lembra de cabeça… Se tiver deixa aí nos comentários pq eu não estou lembrando. Eu disse isso apenas para enfatizar que “homens salva mulher em perigo” é uma temática mais recorrente que “mulher salva homem em perigo”.

Chega de enredo com mulher sequestrada em jogos. Existem tantas possibilidades de história e ficar usando esse negócio não faz mais sentido.

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2- História desnecessária

Falando em enredo, outra coisa que me irrita bastante é existir uma história para jogos que não precisam dela e pior ainda, isso limitar o que pode ser oferecido no jogo. Na minha opinião, os melhores The King of Fighters são aqueles em que não há história, aqueles que são simplesmente a reunião de vários lutadores com os quais a gente mais quer jogar.

Mas como isso limita o jogo? Porque se resolvem matar um personagem, por exemplo, ele não pode aparecer de novo no game, afinal de contas ele está morto e se quiserem fazer ele voltar, precisam inventar uma forçação de barra, como foi com o Nash do Street Fighter, que tinha morrido e voltou como zumbi. Qual o motivo de ainda ficar forçando esse negócio de enredo para apenas entregar um modo história meia boca em um jogo onde o foco é a competição? O enredo em um game serve para motivar o jogador e se ele está tão fraco que nem para isso está servindo, por que não esquecem ele e focar no que importa, que é entregar um gameplay legal? É um desperdício de orçamento e de tempo criar um modo história para o qual ninguém liga.

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3 – Um game (MAL FEITO) por ano

Por último, acredito que as desenvolvedoras deveriam pensar seriamente sobre franquias anuais. Tá, eu mesmo consumo algumas como Monster Hunter e acredito que em jogos de esporte como Fifa e Pes, isso até pode dar certo, entretanto em jogos como Call of Duty, Far Cry e Assassin’s Creed, os sinais de desgaste dessa prática são aparentes. Na época do Playstation 2, eu acompanhava bastante a franquia Need for Speed. No começo, a ideia de ter um jogo por ano parecia interessante, pois apesar de ser mais do mesmo, era algo que eu sempre queria jogar, mas a falta de mudanças de um jogo para o outro, ficou cada vez mais aparente e fui me cansando de pequenos defeitos que os jogos tinham, defeitos estes que poderiam ser resolvidos por um pouco mais de tempo. No Need For Speed Most Wanted, por exemplo, não tinha coisa mais chata do que ser preso várias vezes e perder o carro em que você fez todo um investimento em peças, um defeito meio óbvio, que foi parar na versão final do game, simplesmente porque teria que sair um jogo da franquia naquele ano. Não adianta: Muitas ideias no design dos games, você só descobre que não funcionam quando o jogo já estiver rodando.


Claro que cada empresa tem sua politica de trabalho, mas é muito mais garantido que vou gastar meu dinheiro em um jogo que eu gosto e que sai um a cada 3 anos, do que outra franquia que eu gosto tanto quanto, mas que sai um jogo por ano. Vejam o caso da Rockstar e a sua maior franquia, o GTA. Em 2008, a Rockstar lançou GTA IV e depois disso, apenas dois DLCs foram lançamos, com expansões que mais pareciam jogos completos, mas nada de realmente sair um novo capítulo da série. Apenas em 2014 saiu o GTA V, 6 anos depois do lançamento do seu antecessor, quebrando 6 records de venda. Ai eu te pergunto: O que vale mais? Lançar um jogo por ano com quase nenhuma mudança que justifique o jogador a comprá-lo ou investir em um jogo que vai ser imperdível?

Essa foi a mentalidade de um jogo por ano que quase quebrou a EA, detonando franquias como Dead Space e Need For Speed, tanto que ela aprendeu a lição, talvez um pouco tarde demais e agora não lança um jogo por ano de suas franquias, exceto as de esporte, tanto que não acredito que a EA de 2008 deixaria Mass Effect Andromeda sofrer tanto atrasos para conseguir entregar o melhor jogo possível. Lição que a Ubisoft está tendo que aprender da pior forma possível, com vendas cada vez mais baixas de sua principal fonte de grana, a série Assassin’s Creed, fazendo o possível para conseguir emplacar o Watch Dogs e assim que conseguirem, vai ser todo ano.

Enfim, essas são as coisas que eu não gosto. Discorda? Deixe ai nos comentários a sua opinião e diga o que você não aguenta mais ver nos jogos.

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2 comentários sobre “3 Coisas que os jogos não deveriam mais fazer

  1. Ótimo vídeo. A princesa poderia mudar mesmo, embora ter a mulher para salvar faz mais sentido porque a maioria dos jogadores são homens. Excerto jogo de celular e portáteis. Alguns jogos realmente não precisam de história e jogos anuais com certeza acabam ficando desgastadas mesmo.

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    • Que bom que gostou.

      Mesmo que a maioria dos jogadores em consoles sejam homens, esse negócio de colocar mulheres em posição de fragilidade faz parte dos motivos de jogos que fazem esse tipo de coisa não serem muito populares entre as mulheres e o ciclo nunca se quebra.
      Claro que para mim o maior problema disso seja a falta de originalidade.

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