Wild Guns – Análise desse clássico do Super Nintendo

(TODO CONTEÚDO DESSA REVIEW DE WILD GUNS PODE SER VISTO NO VÍDEO ACIMA)

Tiroteio, velho oeste e robôs. Essa combinação bizarra resume bem do que se trata um dos maiores clássicos cult do super nintendo, o Wild Guns.

Desenvolvido pela Natsume, a mesma desenvolvedora da série de simulação de fazenda, Harvest Moon, Wild Guns era um jogo de tiro em terceira pessoa com estética baseada em Space Adventure Cobra, um mangá publicado na década de 70, com uma pegada futurística do cyberpunk e as histórias de cowboy de filme de bang bang, também conhecidos como westerns.

Feito por uma equipe reduzida de apenas 5 pessoas, esse clássico surgiu sem grandes pretensões no final da vida do console 16 bits da nintendo, apenas para tapar um buraco enquanto sua desenvolvedora estava trabalhando em projetos maiores.

No começo, os desenvolvedores pretendiam que a jogabilidade fosse um pouco mais limitada, que a mira só poderia levantar e abaixar e a direcional para os lados movimentaria os personagens, porém acharam melhor deixar a jogabilidade parecida suas Dynamite Duke e Blood Bros, porém com um leve aprimoramento que era a marca de onde a bala iria acertar. Isso pode parece algo trivial, porém jogando Dynamite Duke é possível ver claramente o benefício que isso trouxe. Como o cenário tenta imitar uma projeção 3D, porém não deixa de ser um jogo 2D, a jogador no meio de um tiroteio frenético não sabe se a bala está chegando perto ou não, para poder desviar.
A equipe reduzida fica clara quando vê que o jogo tem apenas 6 fases, dois personagens jogáveis e vários subchefes se repetem, mas nada que estrague a experiência.

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Mesmo curto, quem quiser se aventurar por ele, prepare-se para gastar várias horas repetindo os mesmos estágios até conseguir dominar sua mecânica, porém não chega a ser frustrante, pois ele faz o que apenas os melhores jogos conseguem fazer: Ser justo e fazer você perceber que não foi o personagem que ficou mais forte, mas o jogador que ficou melhor. É muito comum que a primeira vez que você jogar, vai morrer logo na primeira fase algumas vezes, porém quando tiver perto de finalizar o game, vai estar tão habilidoso e dominando tão bem o jogo que dificilmente perderá sequer uma vida na primeira fase. Cada vez podendo chegar mais longe, o jogador se sente poderoso ainda mais que vários objetos do cenário são destrutíveis, algumas vezes apenas por estética, outras vezes para diminuir a artilharia que o inimigo, que vão desde lança granadas até metralhadoras giratórias. Quem se dá melhor no jogo ainda é recompensado com uma barra de especial que vai enchendo aos poucos e quando chega ao máximo liberando invencibilidade e aumenta bastante o dano.
Além da arma básica, o jogador ainda pode adquirir uma metralhadora, que deixa o tiro mais rápido, um lança granada que gera uma explosão quando acerta o alvo e uma espingarda, que dá mais dano que o tiro normal, além dos espaciais que fazem o personagem lançar um morteiro no cenário, porém esses recursos são finitos, obrigando o jogador escolher a melhor hora de utilizá-los. Como o botão de tiro dispara automático, se é apertamos ele muitas vezes seguidas, os personagens jogam um laço que paralisa o inimigo, dando uma camada maior de risco e recompensa, pois para fazer isso o jogador terá que gira o laço por alguns segundos antes de lançá-lo.

Não existe muita diferença de jogabilidade entre os dois personagens principais, porém o design deles acaba dando um carisma único para cada um deles. Apesar de ser meio estranho que a personagem Annie use um vestido pesado para saltar e se movimentar rapidamente, isso foi escolhido para deixar a animação da parte de baixo da personagem ainda mais simples.

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Os gráficos são bem feitos, com boa movimentação dos personagens e inimigos, contando com efeitos interessantes com o de explosão dos chefes que deixa a tela meio turva como se uma corrente de ar quente tivesse passando pelo lugar, efeito que os desenvolvedores se basearam em cenas de Robocop 3, filme que estava nos cinemas durante o desenvolvimento do game.

Sua trilha mistura um tema de filme velho oeste, com bateria de fundo, que dá um tom mais frenético, combinando bem com o restante do jogo.

O sucesso tardio de Wild Guns foi tanto que na E3 de 2016, uma nova versão do jogo foi anunciada, com mais personagens jogáveis, inimigos, fases e armas, com uma leve repaginada nos gráficos, aumentando o campo de visão da tela, adicionando com um multiplayer de até 4 jogadores, mudando muito pouco da sua dificuldade e design, mostrando que realmente foi um clássico que sobreviveu ao tempo.

Apesar dessas mudanças serem bem vindas, não são necessárias para apreciar esse clássico ainda nos dias de hoje, caso você seja tolerante com uma boa dose de desafios.

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